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Plano
de Ordenamento do Parque Natural da Madeira
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Criada no
início da década de oitenta devido ao reconhecimento por diversas
individualidades do importante património natural e paisagístico
existente, esta área protegida apresentava um vasto programa onde se
incluia "o ordenamento do território, (...) a defesa da natureza, a
manutenção do equilíbrio ecológico, a salvaguarda de altos valores
científicos, a defesa da paisagem e do habitat rural, assim como a luta
contra a erosão, a promoção do recreio e o fomento do desporto e do
turismo na montanha", ocupando cerca de 2/3 da Ilha. Hoje, vários
anos volvidos sobre o seu arranque, é importante repensar os objectivos
iniciais e proceder a uma revisão das áreas nela incluídas, não só à
luz dos conhecimentos entretanto adquiridos sobre o objecto classificado,
mas tendo igualmente em linha de conta a evolução sofrida no decurso
deste período. A legislação entretanto surgida em matéria de ambiente
e conservação da natureza, não só a nível nacional, mas também no
plano internacional, nomeadamente a emanada pela União Europeia, veio
colocar novos desafios e exigir o cumprimento de deveres até agora
relegados para segundo plano.
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O plano de ordenamento,
que se encontra em fase de elaboração pelos técnicos do PNM, pretende
concentrar toda a informação relevante numa carta da situação
existente (laurissilva e outras áreas de flora indígena importantes,
ocorrência pontual de determinadas espécies de fauna e flora, paisagens
com valor científico, arquitectónico ou cultural, elementos construídos
de significado histórico e/ou cultural, veredas e percursos com interesse
turístico, equipamentos e infraestruturas de recreio), procedendo-se, em
paralelo, ao levantamento das disfunções e ameaças presentes (aterros,
sucatas e lixeiras, processos erosivos em curso, focos de potenciais espécies
invasoras, etc.). Na posse destes conhecimentos, e tendo em conta o regime
de propriedade das áreas e os diferentes estatutos de protecção de que
são alvo (planta de condicionantes), delimitar-se-ão as classes e
categorias de espaços, de acordo com o uso dominante pretendido (planta
de síntese). As acções a desenvolver para atingir os objectivos
propostos constarão de um relatório escrito, podendo ter, igualmente,
expressão cartográfica.
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Os estudos de
caracterização feitos recaiem quer sobre a actual área do PNM, quer
sobre algumas áreas adjacentes nas quais o actual estado de conhecimento
permite prever a necessidade da sua protecção.
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