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Controlo de Plantas Invasoras

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invasoras24

As Áreas Protegidas comportam constantemente profundas alterações provocadas pelas múltiplas e crescentes atividades humanas que nelas se fazem sentir. A introdução de plantas invasoras, que levam à descaraterização dos ecossistemas, é uma, entre muitas, dessas alterações sendo uma das situações mais difíceis de controlar e recuperar.

Na Madeira, estas plantas foram introduzidas consciente ou inconscientemente, propagando-se e desenvolvendo-se espontaneamente, tornando-se a maior ameaça ao equilíbrio e futuro dos ecossistemas insulares. Perante a responsabilidade de conservar o Património Natural da Região,têm sido promovidos diversos projetos que visam controlar ou erradicar este tipo de plantas das Áreas Protegidas.

 

OBJECTIVOS

HISTORIAL

PRINCIPAIS AÇÕES EM CURSO

PRINCIPAIS ESPÉCIES INVASORAS DA R.A.M.

PARCEIROS

PUBLICAÇÕES DE INTERESSE

LINKS ÚTEIS

COMO COLABORAR?

CONTACTOS

 

 

 

 

 

objetivos

 

O principal objetivo deste programa é a salvaguarda do Património Natural da RAM, através do controlo e erradicação de plantas invasoras e da recuperação de ecossistemas naturais.

É também objetivo, a sensibilização dos gestores e utilizadores dos espaços naturais, assim como de todos aqueles que estão ligados ao setor da produção e venda de plantas.

 

 

INÍCIO

historial

O primeiro projeto a ser implementado abrangeu a zona do Ribeiro Frio, tendo sido co-financiado pela WWF e abatidos numerosos exemplares de plátano-bastardo Acer pseudoplatanus.

Em 1998, cofinanciado pelo programa LIFE Natureza, foi iniciado um projeto de erradicação da bananilha Hedychium gardnerianum no interior e zonas limítrofes da Laurissilva.

Em finais da década de 1990, procedeu-se à erradicação da abundância Ageratina adenophora na Deserta Grande, tendo sido efetuado o arranque de centenas de plantas que existiam na zona da Doca.

Em 2001, iniciou-se um outro projeto na Reserva Natural das Ilhas Selvagens, de erradicação da tabaqueira azul Nicotiana glauca, financiado pelo programa Leader + tendo ficado numa situação controlada.

Em 2005, foi realizado o levantamento das áreas ocupadas pelas 10 espécies invasoras mais agressivas presentes na Laurissilva e foram definidas as zonas prioritárias de intervenção para a erradicação das mesmas.

Em 2006, foi iniciado um novo projeto na Ponta de São Lourenço, de erradicação de grandes manchas de chorão-das-praias Carpobrotus edulis, de pequenos núcleos de cana-vieira Arundo donax e de rícinio Ricinus communis. Este projeto contou com o prestável apoio da Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação e do Comando da Zona Militar da Madeira. Atualmente, a situação está controlada devido às periódicas monitorizações efetuadas.

Também em 2006, foi iniciado um projeto na Laurissilva, mais precisamente na área da Fajã da Nogueira e Ribeira Funda de São Jorge, de erradicação de pequenos núcleos de novelos Hydrangea macrophylla, de tabaqueira Solanum mauritianum, de maracujá-banana Passiflora molissima e de bananilha Hedychium gardnerianum. Este projeto, contou com o apoio do Comando da Zona Militar da Madeira e das Juntas de Freguesia de São Jorge, Ilha e Santana.

Em 2009 foram iniciados três outros projetos. Um de erradicação de núcleos de piteira Agave americana, na Ponta de São Lourenço, um de controlo da alpista Phalaris aquatica, no Vale da Castanheira na Deserta Grande e outro de controlo da avoadeira Conyza bonariensis, na Selvagem Grande.

Sempre com o propósito da salvaguarda do Património Natural, em 2010, deu-se início a outros projetos de controlo de plantas invasoras, nomeadamente, ao de controlo da piteira Agave americana e da tabaqueira azul Nicotiana glauca, no Ilhéu de Cima no Porto Santo, e ao de controlo da giesta Cytisus scoparius, numa pequena área junto a uma zona de nidificação da ave freira-da-Madeira, no Areeiro.

 

Outra componente deste programa, igualmente importante, é a sensibilização das comunidades locais, uma das medidas fundamentais de prevenção da introdução de espécies exóticas. Nesse sentido, são realizadas palestras junto das escolas, cursos de formação sobre plantas invasoras direcionados a professores do ensino básico, autarcas e agricultores. A sensibilização dos gestores e utilizadores dos espaços naturais, assim como de todos aqueles que estão ligados ao sector da produção e venda de plantas e demais seres vivos é uma mais-valia para o controlo da introdução de espécies exóticas nos ecossistemas insulares.

 

A problemática do controlo de espécies invasoras em ecossistemas naturais tem levado a que haja uma aposta num programa contínuo, multidisciplinar e transversal, que tem conduzido à apresentação de diversos materiais de divulgação sobre este tema.

 

 

 

 

INÍCIO

principais ações

 

Desde 2006, foram desenvolvidas diversas ações de controlo e erradicação de pequenos núcleos de novelos Hydrangea macrophylla, de tabaqueira Solanum mauritianum, de maracujá-banana Passiflora molissima e de bananilha Hedychium gardnerianum em áreas de Laurissilva. Estas ações foram desemvolvidas com o apoio do Comando da Zona Militar da Madeira assim como, de Juntas de Freguesias em anos anteriores.

Desde 2008, foram desenvolvidas ações periódicas de monitorizações das espécies chorão-das-praias Carpobrotus edulis, cana-vieira Arundo donax e de rícinio Ricinus communis e de ações de controlo e erradicação de piteira Agave americana na Ponta de São Lourenço. Estas ações foram desenvolvidas com o apoio da Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação e do Comando da Zona Militar da Madeira.

Desde 2009 está a ser efetuado um controlo progressivo da alpista Phalaris aquatica, no Vale da Castanheira na Deserta Grande e da avoadeira Conyza bonariensis, no topo da Selvagem Grande.

 

Desde 2010, no âmbito do Projeto Life Ilhéus do Porto Santo, foram desenvolvidas ações de controlo e erradicação da piteira Agave americana e da tabaqueira azul Nicotiana glauca, no Ilhéu de Cima.

 

INÍCIO  

principais espécies invasoras da ram

 

 

Nome comum Nome científico

1_ageratina adenophora

 

 

Abundância

 

 

Ageratina adenophora

2_acer pseudoplatanus

 

 

Ácer

 

 

Acer pseudoplatanus

3_conyza 83548

 

 

Avoadeira

 

 

Conyza bonariensis

4_phalaris

 

 

Alpista

 

 

Phalaris aquatica

5_hedychium gardnerianum

 

 

Bananilha

 

 

Hedychium gardnerianum

6_fuchsia magellanica

 

 

Brincos-de-princesa

 

 

Fuschia magellanica

7_arundo_donax

 

 

Cana-vieira

 

 

Arundo donax

8_carpobrotus_edulis2

 

 

Chorão

 

 

Carpobrotus edulis

9_passiflora mollissima

 

 

Maracujá-banana

 

 

Passiflora mollissima

10_hydrangea macrophylla

 

 

Novelos

 

 

Hydrangea macrophylla

11_solanum mauritianum

 

 

Tabaqueira

 

 

Solanum mauritianum

12_nicotiana_glauca

 

 

Tabaqueira-azul

 

 

Nicotiana glauca

13_ricinus_communis

 

 

Rícino

 

 

Ricinus communis

 

INÍCIO

parceiros

Comando da Zona Militar da Madeira (através da parceria com o Regimento de Guarnição n.º 3).

Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação (através dos Centros de Atividades Ocupacionais do Funchal, de Machico e da Ponta Delgada)

Juntas de Freguesia de diversos Municípios.

 

Fundação Berardo (através da cedência de plantas, na sua maioria típicas da Laurissilva)

 

Centro de Floricultura do Lugar de Baixo da Direção Regional de Agricultura e do Desenvolvimento Rural (através da cedência de plantas endémicas)

Departamento de Biologia da Universidade da Madeira (através de trabalhos de estágios)

 

 

INÍCIO

 

publicações de interesse

Medeiros C., Jesus M., Gouveia L., Fontinha S. (2007). "Plantas invasoras como combatê-las". Secretaria Regional do ambiente e Recursos Naturais – Parque Natural da Madeira. 

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links úteis

 

DAISIE – Delivering Alien Invasive Species In Europe 

GISIN – The Global Invasive Species Information Netwok

GISP – Global Invasive Species programme

HEAR – Hawaiian Ecosystems at Risk

ISSG/IUCN – Invasive Species Specialist Group

Plantas Invasoras em Portugal

 

 

INÍCIO

gostaria de colaborar?

Existem várias formas, muito simples de aplicar, se realmente estiver interessado em colaborar nesta grande luta que é o Controlo de Espécies Invasoras.

Sempre que viajar não caia na tentação de trazer consigo plantas exóticas!

Na escolha de uma planta, para colocar na sua casa ou exploração, privilegie sempre as nativas em função das exóticas!

Faça compostagem com os desperdícios vegetais que retirar do seu jardim ou da sua exploração, nunca os deposite ou transporte para outros locais, principalmente para as áreas naturais!

Mantenha os seus terrenos e jardins livres de plantas invasoras.

Promova e participe em ações de controlo e eliminação de plantas invasoras.

 

 

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Contactos

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