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Recolha de aves

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Projeto de Recolha de Aves na Região 

ENQUADRAMENTO GERAL

Todos os anos somos contactados pela população em geral, a fazer a recolha de animais selvagens, essencialmente aves marinhas.
Cada ano que passa tem sido notório o interesse da população em alertar para situações em que os animais são encontrados nos mais diversos sítios.

O grupo de animais mais afetado é o das aves, em especial aves marinhas pelágicas. Este grupo de aves possui hábitos noturnos durante a época de nidificação, ou seja regressam aos ninhos (em terra) à noite.
Entre setembro e outubro, é mais frequente encontrar estas aves, normalmente os juvenis que saem do ninho pela primeira vez, em direção ao mar. Atraídos pelas luzes artificiais dos automóveis, das habitações e das iluminações públicas, estas aves tendo os olhos adaptados à visão noturna tornam-se mais sensíveis, sobretudo em noites escuras, ficando encandeadas podem colidir com edifícios, vegetação alta, linhas elétricas etc. acabando por cair, ficando sujeitas à presença de predadores ou até mesmo serem atropeladas.

Caso não esteja ferida, saiba como proceder e que tipo de aves marinhas podem ser encontradas, colaborando com o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, salvaguardando sempre o bem-estar do animal.

 

O QUE DEVE FAZER QUANDO ENCONTRAR UMA AVE MARINHA
  • Aproxime-se lentamente;
  • Se se sentir seguro(a), use uma toalha ou pano para cobrir a cabeça do animal (evite estímulos visuais, acalmando-o) e coloque-o numa caixa de cartão adequada ao seu tamanho, com pequenos furos para que possa respirar;
  • Não dê água, alimentos ou medicamentos;
  • À noite dirija-se a uma praia, pouco iluminada e solte-a, colocando-a no chão, próximo do mar;
  • Nunca force a ave a voar;
  • Informe o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, indicando o local onde encontrou;

DESCRIÇÃO ESPECÍFICA DE CADA ESPÉCIE DE AVE MARINHA PELÁGICA E COSTEIRA
almanegra

Alma-negra (Bulweria bulwerii)
Autor: Filipe Viveiros
Dimensão pequena. Apresenta o corpo de cor escura, asas longas e estreitas com cauda longa.

 

cagarra1cagarra2
Cagarra
(Calonectris diomedea)
Autores: Filipe Viveiros/ Nádia Coelho
Ave marinha pelágica de maior porte do arquipélago, sendo maior que uma gaivota. Tem bico amarelo. Parte superior cinzento-acastanhado e parte inferior esbranquiçada.

 

roquedecastro

Roque-de-Castro (Hydrobates castro)
Autor: Filipe Viveiros
Dimensão pequena. Apresenta coloração escura, destacando-se uma barra branca na base da cauda

 

patagarro

Patagarro (Puffinus puffinus puffinus)
Autor: Filipe Viveiros
Dimensão média a grande. Possui coloração preta na parte superior e branca na inferior. Bico preto alongado.

 

pintainho

Pintaínho (Puffinus lherminieri baroli)
Autor: Ana Isabel Fagundes
Dimensão média a pequena. Semelhante ao Patagarro, sendo distinguido através da existência de plumagem branca em redor dos olhos

 

freiradamadeira

Freira-da-madeira (Pterodroma madeira)
Autor: Filipe Viveiros
Dimensão média. Parte superior cinzento e parte inferior branco. Bico negro e grosso.

 

gaivotapatasamarelas

Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michaellis atlantis)
Autor: Nádia Coelho
Os adultos são fáceis de identificar, apresentam a plumagem da parte superior cinzento-prateado, bico e patas amarelo vivo. Os juvenis são castanhos com bico preto.

 

AVES TERRESTRES FERIDAS OU DEBILITADAS

Embora o grupo de animais mais afetado seja o das aves marinhas pelágicas, também são recolhidas aves terrestres feridas ou debilitadas, como é o caso dos francelhos, mantas, corujas, pombos, melros, toutinegras etc. bem como outros casos como sejam, aves invernantes, migradoras e aquáticas.

 
O QUE DEVE FAZER QUANDO ENCONTRAR UMA AVE FERIDA OU DEBILITADA
  • Evitar ao máximo perturbá-lo, minimizando o barulho, e contacto com as pessoas;

  • Se se sentir seguro(a), use uma toalha ou pano para cobrir a cabeça do animal (evitando estímulos visuais, acalmando-o) coloque-o numa caixa de cartão adequada ao seu tamanho, com pequenos furos para que possa respirar. Ter muita atenção ao bico e às garras para não ser magoado;

  • Entrar de imediato em contacto com o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza  através do número 291 740 060, ou então para o Núcleo dos Dragoeiros das Neves através do contacto 291 795 155.

  • Não manter o animal em sua posse mais tempo do que o estritamente necessário e apenas prestar os primeiros-socorros se tiver conhecimento para tal.

 

DESCRIÇÃO ESPECÍFICA DE CADA ESPÉCIE DE AVE TERRESTRE
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Francelho (Falco tinnunculus canariensis)
Autor: Filipe Viveiros
Dimensão média. Cabeça acinzentada nas fêmeas, nos machos é acastanhada. Dorso e coberturas da face superior das asas castanhas avermelhadas muito listradas. Parte superior da cauda cinzento azulada sem listras na fêmea e com listras no macho.

 

manta

Manta ou Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo harterti)
Autor: Rui Costa
Dimensão Grande. Os adultos apresentam a parte superior do corpo de cor castanha avermelhada. O peito é castanho-escuro uniforme ou listrado e manchado de amarelo esbranquiçado. A cabeça é pequena com o bico preto e enganchado. A cauda relativamente curta e de coloração cinzenta clara.

 

corujadastorres

Coruja-das-torres (Tyto alba schmitzi)
Autor: Rui Costa
Dimensão média. Face pálida característica em forma de coração. Parte inferior variando entre o branco e o laranja-amareladas e parte superior cinzentas e ocres.

 

pombodarocha

Pombo-da-rocha (Columba livia)
Autor: Nádia Coelho
A forma pura apresenta o dorso e a face superior das asas de cor cinzento pálido, base da cauda branco, olhos avermelhados e bico escuro.
A forma doméstica tem numerosas variações na plumagem, brancas e cinzentas, completamente cinzento-escuro, rosado-arruivadas ou malhadas de preto e branco etc.

 

melropreto

Melro-preto (Turdus merula cabrerae)
Autor: Rui Costa
Os machos apresentam o corpo totalmente negro e o bico amarelo vivo, enquanto que as fêmeas têm uma coloração mais parda e o bico acastanhado.

 

toutinegramachotoutinegrafemea

Toutinegra (Sylvia atricapilla heinecken)
Autores: Rui Costa e Nádia Coelho
Facilmente identificada pelo "barrete" preto nos machos e acastanhado nas fêmeas.

 

OBJETIVOS

Este é um projeto de continuidade, e tem como propósito a recolha de animais selvagens feridos ou debilitados em toda a Região Autónoma da Madeira, com o objetivo de tratá-los sempre que for necessário e devolvê-los à Natureza, sempre que possível nos locais onde foram encontrados.

PRINCIPAIS AÇÕES EM CURSO

Atualmente o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, prevê ações de continuidade deste projeto, no sentido de recolher, tratar e libertar as espécies selvagens existentes em toda a Região Autónoma da Madeira.

ESTATUTO LEGAL

Normalmente os animais selvagens recolhidos encontram-se de alguma forma protegidos legalmente. No caso das aves, maioritariamente encontram-se listadas no Anexo I da Diretiva Aves e no Anexo II e III da Convenção de Berna, as suas áreas de nidificação encontram-se integradas na Rede Natura 2000 e no Parque Natural da Madeira. 

PARCEIROS

SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

LINKS ÚTEIS

http://www.atlasdasaves.netmadeira.com/

http://www.spea.pt/pt/estudo-e-conservacao/projetos/aves-e-iluminacao-publica/

GOSTARIA DE COLABORAR?

Se encontrar um animal selvagem ferido ou debilitado, entre logo que possível em contacto com o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, para que rapidamente se possam tomar as devidas providências com vista à recolha e recuperação destes animais, bem como a devolução dos mesmos à Natureza. Todas as informações são preciosas (local onde foi encontrado, hora etc.) para que se possam tomar as melhores medidas e assim ajudarmos a salvar espécies importantes na nossa Região.

E-mail: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it

 

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Last Updated :Friday 21 October 2016, 09:17