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Reserva Natural Parcial do Garajau

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A criação da Reserva Natural Parcial do Garajau surgiu na sequência de uma preocupação sentida por um grupo de madeirenses, que apercebendo-se da potencialidade deste local, constatou que no mesmo, era já inquietante o fenómeno da depauperação do meio marinho. Tornava-se urgente, por um lado, impedir a progressiva desertificação dos fundos marinhos do litoral da Ilha da Madeira, e por outro, contribuir para o repovoamento faunístico das áreas adjacentes.

Conhecida pela elevada limpidez das suas águas (permitindo observações a mais de 20 metros de profundidade), a Reserva possui elevada biodiversidade com uma riqueza ictiológica muito significativa. Pela sua localização geográfica e principalmente pela sua riqueza biológica e águas transparentes e limpas, apresenta grande aptidão de utilização do ponto de vista recreativo, educativo e científico. É uma área onde se dinamiza a prática do mergulho amador e funciona como forte atrativo para a deslocação de inúmeros mergulhadores amadores à Região.

Os fundos da reserva são de natureza rochosa até aproximadamente os 22 metros de profundidade. A partir daqui, passam a ser de areia fina ou de concha moída. A área de transição do substrato rochoso para arenoso é bastante marcada e com declive acentuado, apresentando algumas paredes abruptas. Os fundos móveis revelam, por vezes, blocos rochosos de dimensão considerável ou alguma rocha miúda.

Os fundos marinhos são povoados por uma abundante e residente fauna. O mero Epinephelus marginatus é a espécie emblemática da reserva, atraindo e despertando a curiosidade dos mergulhadores.

 

CONTACTOS

COMO VISITAR?

LOCALIZAÇÃO

VALORES NATURAIS

VALORES CULTURAIS

HISTORIAL

GESTÃO E PROTEÇÃO

PROGRAMAS DE CONSERVAÇÃO, ESTUDOS E PROJETOS EM CURSO

 

 

Contactos

 

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INÍCIO

 

COMO VISITAR?

O acesso à Reserva Natural Parcial do Garajau faz-se por terra através do Cais do Lazareto ou da Praia do Garajau.

No âmbito da Educação Ambiental existe um programa de visitas à Reserva, no qual poderá participar qualquer grupo de caráter pedagógico. Para tal, contacte o This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it . Consulte o programa de atividades de Educação Ambiental.

 

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LOCALIZAÇÃO

A Reserva Natural Parcial do Garajau localiza-se na encosta sul da Ilha da Madeira, a leste do Funchal, ocupando uma extensão de costa de, aproximadamente, seis milhas e abrange uma área de 376 hectares. Fica compreendida entre a Ponta do Lazareto e a Ponta da Oliveira, a linha da preia-mar e a batimétrica dos 50m a sul ou em caso de dúvida, nunca antes dos 600m da costa.

 

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VALORES NATURAIS

Habitats

A Reserva Natural Parcial do Garajau combina uma variedade de factores que a faz apresentar habitats que são representativos e importantes para a conservação in situ da biodiversidade.

Fauna e flora marinhas

Nas zonas rochosas a seguir ao domínio terrestre, no nível supralitoral encontram-se povoamentos de litorinas Littorina striata e do líquen Verrucaria maura que se assemelha a manchas de alcatrão. De forma isolada começam a aparecer caramujos Gibbula sp. O limite inferior do andar supralitoral é marcado pelo aparecimento de colónias de cracas Chthamalus stellatus. Também caraterístico deste nível, mas pouco frequente, é o líquen Lichina pygmaea. Grupos de lapas começam a surgir, primeiro as lapas Patella piperata, e depois Patella aspera e Patella candei que se estendem até ao infralitoral. Neste aparece o caranguejo-cabra Grapsus adscensionis.

 

No nível médio do médiolitoral existe uma diversidade mais elevada de espécies de fauna e flora. Em alguns locais encontram-se faixas ao longo da costa da alga verde Enteromorpha sp. Neste nível encontram-se vários enclaves onde se encontram formações de algas calcárias Lithophyllum sp. ou Lithothamnion sp. a revestir as paredes das poças. Em algumas poças também se encontram densos tufos formados por algumas colónias de algas. Aqui também se encontram algumas espécies típicas do andar infralitoral como é o caso das anémonas, das esponjas e dos equinodermes Paracentrotus lividus e Arbacia lixula. A fauna é caracterizada pelos peixes cabozes Mauligobius maderensis e Parablennius parvicornis e pelo camarão-das-poças Palaemon elegans.

As reentrâncias rochosas, que se mantêm mais húmidas e escuras, são o habitat preferencial de algumas espécies de crustáceos Pachygrapsus spp. e Eriphia verrucosa, gastrópodes Monodonta spp. e Gibbula spp..

No infralitoral o número de organismos aumenta, passando a existir um maior coberto vegetal onde predominam as algas Padina pavonica, Asparagopsis armata e as algas dos géneros Jania sp., Corallina sp., Ulva sp., e consequentemente uma fauna mais diversificada que inclui crustáceos anfípodes, isópodes e decápodes, sipunculídeos, anelídeos poliquetas e moluscos gastrópodes que vivem entre as algas e na massa sedimentar retida por estas.

Nas superfícies menos povoadas por algas existe uma fauna séssil muito variada que inclui esponjas Aplysina aerophoba, Chondrosia reniformis e Batzela inops, anémonas Anemonia sulcata e Aiptasia mutabilis, estrela-do-mar Marthasterias glacialis entre outras e muitas espécies de peixes. Dentro dos moluscos há a assinalar as espécies Lima lima, Hexaplex trunculus e Spondylus senegalensis. O poliqueta Hermodice carunculata é também muito abundante.

Nos fundos rochosos, são frequentes as holotúrias e os ouriços-do-mar, sendo a espécie dominante o ouriço-de-espinhos-longos Diadema antillarum.

No que se refere à ictiofauna, abundam o bodião Sparisoma cretense, a salema Sarpa salpa, o sargo Diplodus sp, a tainha Liza aurata, as castanhetas Chromis limbata e Abudefduf luridus, a dobrada Oblada melanura, a boga Boops boops e o peixe-verde Thalassoma pavo entre muitas outras espécies de peixes.

Na Reserva ocorrem também diversas espécies de tartarugas e várias espécies de mamíferos marinhos como o roaz-corvineiro Tursiops truncatus, o golfinho-riscado Stenella coeruleoalba, o golfinho-comum Delphinus delphis. O lobo-marinho Monachus monachus, espécie emblemática das Ilhas Desertas, é cada vez mais um visitante assíduo desta reserva, tendo sido observado por diversas vezes nos últimos anos.

 

Geologia

A área da reserva, virada a sul e limitada a oeste pela Ponta do Lazareto e a leste pela Ponta da Oliveira, é caracterizada por uma costa rochosa alta e regular. Ao nível do mar a costa é constituída por pequenas praias de calhau rolado intercaladas com zonas rochosas. Nesta área não desaguam ribeiras ou outros cursos de água relevantes. Ocasionalmente podem observar-se algumas quedas de água que correm diretamente para o mar.

O sistema litoral da reserva é constituído por uma costa rochosa bastante exposta ao hidrodinamismo marinho. Ao longo da costa com cerca de 7 quilómetros existem 7 grutas abertas, não submersas, e 19 pequenas praias de calhau rolado, das quais 2 são de grande dimensão e utilizadas por banhistas. Ao longo da costa o substrato rochoso é predominante. Grande parte deste substrato tem um declive acentuado, mas também se encontram várias plataformas rochosas, tendo algumas vários enclaves que se transformam em poças de maré durante a baixa-mar quando as plataformas ficam emersas. No mar adjacente encontram-se alguns prolongamentos rochosos, pequenos ilhéus e rochas emersas e submersas quase ligadas à costa. Os fundos são de rocha e de areia.

 

Os fundos são de rocha de natureza basáltica até uma profundidade variável, geralmente entre os 14 e os 30 metros, a partir do qual passam a ser de areia fina ou concha moída. A zona do rolo, área de transição do substrato rochoso para arenoso, é geralmente bastante marcada e com declive acentuado.

 

 

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VALORES CULTURAIS

Na parte sobranceira à reserva existe um miradouro muito visitado por turistas, conhecido pelo Miradouro do Pináculo. Esta zona designada de Pináculo está incluída na Rede Natura 2000 e é importante para algumas aves marinhas, como a cagarra e o garajau, e para alguns moluscos terrestres (caracóis). Tem cerca de 30 ha, desde o mar até aos 310 metros de altitude, e é constituída por "paredes" e encostas de areão colonizadas por vegetação de pequeno porte.

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HISTORIAL

A fim de impedir a desertificação dos fundos marinhos do litoral da Ilha da Madeira, um grupo de amantes do mergulho propôs a criação de uma Reserva Natural. Assim, em 1986 criou-se a Reserva Natural Parcial do Garajau.

Desde 1996, a Reserva Natural Parcial do Garajau conta com um pequeno centro de apoio, localizado no seu limite oeste, mais precisamente no Cais do Lazareto. O centro foi erigido com o apoio financeiro da Comunidade Europeia através do programa POSEIMA e teve como principal objetivo melhorar a gestão da reserva e contribuir para a sua eficaz proteção, através de uma vigilância adequada.

Este Centro funciona como um local de informação para o público e possui um espaço destinado ao acolhimento dos visitantes e mergulhadores utentes da reserva, onde poderá ser consultada documentação referente a esta Área Protegida e ao meio marinho em geral. Dispõe ainda de uma pequena estação para enchimento de garrafas de mergulho.

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GESTÃO E PROTEÇÃO

 

estatutos de proteção

Toda a área abrangida pela Reserva Natural Parcial do Garajau tem estatuto de Reserva Natural Parcial.

 

Atividades permitidas/interditas

O enquadramento legal para a protecção da Reserva Natural Parcial do Garajau estabelece uma área protegida marítima que vai desde a Ponta do Lazareto e a Ponta da Oliveira, a linha da preia-mar e a batimétrica dos 50m a Sul.

 

Em toda a área de reserva é permitida:

  • o mergulho amador;
  • atividades náuticas com caráter desportivo não motorizadas.

 

Está interdito em toda esta área:

  • a colheita, captura, abate ou detenção de exemplares de seres vivos, bem como a destruição dos seus habitats naturais;
  • o abandono de detritos ou lixo;
  • o lançamento de águas provenientes de lavagens de embarcações, bem como, de águas residuais de uso doméstico e com uso de detergentes, no mar ou no solo;
  • a prática de atividades ruidosas;
  • o exercício de quaisquer actividades de pesca, comercial ou desportiva;
  • a caça submarina;
  • o uso de redes de emalhar, cercar e arrastar, com exceção das que são empregues na captura de isco vivo.

 

Para informação mais detalhada consulte abaixo o Regulamento do Plano de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural Parcial do Garajau.

 

Legislação aplicável

Regulamento do Plano Especial de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural Parcial do Garajau

Decreto Regulamentar Regional nº1/97/M, de 14 de janeiro - Regulamenta a prática do mergulho amador na Reserva Natural Parcial do Garajau.

Decreto Legislativo Regional nº23/86/M, de 4 de outubro - Cria a Reserva Natural Parcial do Garajau.

Consulte ainda o Plano Especial de Ordenamento e Gestão da Reserva Natural Parcial do Garajau!

 

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PROGRAMAS DE CONSERVAÇÃO, ESTUDOS E PROJETOS EM CURSO

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Last Updated :Friday 21 October 2016, 09:17