Controlo de Plantas Invasoras

As Áreas Protegidas comportam constantemente profundas alterações provocadas pelas múltiplas e crescentes atividades humanas que nelas se fazem sentir. A introdução de plantas invasoras, que levam à descaraterização dos ecossistemas, é uma, entre muitas, dessas alterações sendo uma das situações mais difíceis de controlar e recuperar.
Na Madeira, estas plantas foram introduzidas consciente ou inconscientemente, propagando-se e desenvolvendo-se espontaneamente, tornando-se a maior ameaça ao equilíbrio e futuro dos ecossistemas insulares. Perante a responsabilidade de conservar o Património Natural da Região, o Serviço do Parque Natural da Madeira (SPNM), não tem ficado alheio a este problema, e tem promovido diversos projetos que visam controlar ou erradicar este tipo de plantas das Áreas Protegidas que têm sob sua jurisdição.
PRINCIPAIS ESPÉCIES INVASORAS DA R.A.M.
objetivos
O principal objetivo deste programa é a salvaguarda do Património Natural da RAM, através do controlo e erradicação de plantas invasoras e da recuperação de ecossistemas naturais.
É também objetivo, a sensibilização dos gestores e utilizadores dos espaços naturais, assim como de todos aqueles que estão ligados ao setor da produção e venda de plantas.
historial
O primeiro projeto a ser implementado abrangeu a zona do Ribeiro Frio, tendo sido co-financiado pela WWF e abatidos numerosos exemplares de plátano-bastardo Acer pseudoplatanus.
Em 1998, cofinanciado pelo programa LIFE Natureza, deu-se início a um projeto de erradicação da bananilha Hedychium gardnerianum no interior e zonas limítrofes da Laurissilva.
Em finais da década de 1990, procedeu-se à erradicação da abundância Ageratina adenophora na Deserta Grande, tendo-se efetuado o arranque de centenas de plantas que existiam na zona da Doca.
Em 2001, iniciou-se um outro projeto na Reserva Natural das Ilhas Selvagens, de erradicação da tabaqueira azul Nicotiana glauca, financiado pelo programa Leader +. Neste momento, pode-se afirmar que a situação está controlada.
Em 2005, realizou-se o levantamento das áreas ocupadas pelas 10 espécies invasoras mais agressivas, presentes na Laurissilva e definiu-se as zonas prioritárias de intervenção para a erradicação das mesmas.
Em 2006, iniciou-se outro projeto na Ponta de São Lourenço, de erradicação de grandes manchas de chorão-das-praias Carpobrotus edulis, de pequenos núcleos de cana-vieira Arundo donax e de rícinio Ricinus communis. Neste projeto, o SPNM contou com o prestável apoio da Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação e do Comando da Zona Militar da Madeira. Neste momento, a situação está controlada devido às periódicas monitorizações efetuadas pelas equipas de Vigilantes da Natureza do SPNM.
Também em 2006, iniciou-se outro projeto na Laurissilva, mais precisamente na área da Fajã da Nogueira e Ribeira Funda de São Jorge, de erradicação de pequenos núcleos de novelos Hydrangea macrophylla, de tabaqueira Solanum mauritianum, de maracujá-banana Passiflora molissima e de bananilha Hedychium gardnerianum. Neste projeto, o SPNM contou com o apoio do Comando da Zona Militar da Madeira e das Juntas de Freguesia de São Jorge, Ilha e Santana. Neste momento, são mantidos os trabalhos de controlo de seguimento dos núcleos intervencionados.
Em 2009, iniciou-se três outros projetos. Um de erradicação de núcleos de piteira Agave americana, na Ponta de São Lourenço, um de controlo da alpista Phalaris aquatica, no Vale da Castanheira na Deserta Grande e outro de controlo da avoadeira Conyza bonariensis, na Selvagem Grande.
Sempre com o propósito da salvaguarda do Património Natural, em 2010, deu-se início a outros projetos de controlo de plantas invasoras, nomeadamente, ao de controlo da piteira Agave americana e da tabaqueira azul Nicotiana glauca, no Ilhéu de Cima no Porto Santo, e ao de controlo da giesta Cytisus scoparius, numa pequena área junto a uma zona de nidificação da Freira da Madeira, no Areeiro.
Outra componente deste programa, igualmente importante, é a sensibilização das comunidades locais, uma das medidas fundamentais de prevenção da introdução de espécies exóticas. Nesse sentido, têm-se realizado palestras junto das escolas, cursos de formação sobre plantas invasoras direcionados a professores do ensino básico, autarcas e agricultores. A sensibilização dos gestores e utilizadores dos espaços naturais, assim como de todos aqueles que estão ligados ao sector da produção e venda de plantas e demais seres vivos é uma mais-valia para o controlo da introdução de espécies exóticas nos ecossistemas insulares.
A problemática do controlo de espécies invasoras em ecossistemas naturais tem levado a que o SPNM aposte num programa contínuo, multidisciplinar e transversal, que tem conduzido à apresentação de diversos materiais de divulgação sobre este tema.
O SPNM pretende continuar com estas ações nas diversas Reservas Naturais e Áreas Protegidas que tem sob sua competência.
principais ações em curso
Desde 2006, têm-se desenvolvido diversas ações de controlo e erradicação de pequenos núcleos de novelos Hydrangea macrophylla, de tabaqueira Solanum mauritianum, de maracujá-banana Passiflora molissima e de bananilha Hedychium gardnerianum em áreas de Laurissilva. Nestas ações, o SPNM conta com o apoio do Comando da Zona Militar da Madeira e em anos anteriores contou com o apoio de diversas Juntas de Freguesias.
Desde 2008, até à presente data, têm-se desenvolvido ações periódicas de monitorizações das espécies chorão-das-praias Carpobrotus edulis, cana-vieira Arundo donax e de rícinio Ricinus communis e de ações de controlo e erradicação de piteira Agave americana na Ponta de São Lourenço. Nestas ações o SPNM conta com o apoio da Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação e do Comando da Zona Militar da Madeira.
Desde 2009 está a ser efetuado um controlo progressivo da alpista Phalaris aquatica, no Vale da Castanheira na Deserta Grande e da avoadeira Conyza bonariensis, no topo da Selvagem Grande.
Desde 2010, no âmbito do Projeto Life Ilhéus do Porto Santo, estão a ser desenvolvidas ações de controlo e erradicação da piteira Agave americana e da tabaqueira azul Nicotiana glauca, no Ilhéu de Cima.
principais espécies invasoras da ram
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Nome comum | Nome científico |
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parceiros
Comando da Zona Militar da Madeira (através da parceria com o Regimento de Guarnição n.º 3).
Direção Regional de Educação Especial e Reabilitação (através dos Centros de Atividades Ocupacionais do Funchal, de Machico e da Ponta Delgada)
Juntas de Freguesia de diversos Municípios.
Fundação Berardo (através da cedência de plantas, na sua maioria típicas da Laurissilva)
Centro de Floricultura do Lugar de Baixo da Direção Regional de Agricultura e do Desenvolvimento Rural (através da cedência de plantas endémicas)
Departamento de Biologia da Universidade da Madeira (através de trabalhos de estágios)
publicações de interesse
Medeiros C., Jesus M., Gouveia L., Fontinha S. (2007). "Plantas invasoras como combatê-las". Secretaria Regional do ambiente e Recursos Naturais – Parque Natural da Madeira.
links úteis
DAISIE – Delivering Alien Invasive Species In Europe
GISIN – The Global Invasive Species Information Netwok
GISP – Global Invasive Species programme
HEAR – Hawaiian Ecosystems at Risk
ISSG/IUCN – Invasive Species Specialist Group
Plantas Invasoras em Portugal
gostaria de colaborar?
Existem várias formas, muito simples de aplicar, se realmente estiver interessado em colaborar nesta grande luta que é o Controlo de Espécies Invasoras.
Sempre que viajar não caia na tentação de trazer consigo plantas exóticas!
Na escolha de uma planta, para colocar na sua casa ou exploração, privilegie sempre as nativas em função das exóticas!
Faça compostagem com os desperdícios vegetais que retirar do seu jardim ou da sua exploração, nunca os deposite ou transporte para outros locais, principalmente para as áreas naturais!
Mantenha os seus terrenos e jardins livres de plantas invasoras.
Promova e participe em ações de controlo e eliminação de plantas invasoras.
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