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Laurissilva da Madeira

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Laurissilva da Madeira -Património Mundial

 

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A Laurissilva da Madeira é uma formação florestal que apresenta uma grande diversidade biológica, com uma elevada percentagem de espécies exclusivas da Macaronésia e da Madeira. É por excelência, a floresta natural original da ilha da Madeira, constituída predominantemente por árvores e arbustos de folhagem persistente, com folhas verde-escuras e planas.

Tem uma origem que remonta ao período Miocénio e Pliocénio da época Terciária, há cerca de 20 milhões de anos. Nessa altura, cobria vastas áreas no sul da Europa e da Bacia do Mediterrâneo que foram regredindo ao longo dos tempos acabando por desaparecer, mais especificamente no início do Quaternário, devido às glaciações na Europa que provocou um gradual arrefecimento e devido a uma alteração climática no norte de África que tornou esta região mais árida.

É considerada uma Relíquia do Terciário albergando seres vivos que existem desde esse Período e outros que evoluíram desde então até aos nossos dias e o seu nome, Laurissilva, resulta da conjugação de dois termos do Latim laurus e silva que significam, respetivamente, loureiro e floresta. Trata-se de uma mancha florestal em que as árvores mais dominantes pertencem à família das lauráceas.
 

Localização

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Atualmente, este tipo de Laurissilva encontra-se confinado à Região Biogeográfica vulgarmente denominada de Macaronésia, existindo nos Arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Canárias.

Na Madeira, ocupa aproximadamente uma área de 15000 hectares (20%) e localiza-se essencialmente, na costa norte, dos 300 aos 1300m de altitude, e na costa sul persiste nalguns locais de difícil acesso, dos 700 aos 1200 metros

Está maioritariamente incluída na área do Parque Natural da Madeira, que foi criado em 1982 tendo como um dos principais objetivos a salvaguarda deste valioso Património Natural.

Noutras ilhas desta Região Autónoma, nomeadamente na Ilha do Porto Santo e na Deserta Grande, subsistem seres vivos característicos desta floresta, que são verdadeiros testemunhos da existência no passado de uma maior área de distribuição deste ecossistema.

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Biodiversidade

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Neste complexo e diversificado ecossistema, a vastidão da vegetação é o elemento que mais sobressai. As árvores, muitas delas centenárias, são incontestavelmente os grandiosos monumentos naturais. As plantas de menores dimensões e os fetos ganham destaque nesta imensa floresta. Os líquenes proliferam por toda a parte, nos taludes, nos troncos e nas rochas, indicando a excelente qualidade ambiental do ar e da água.

Na fauna assume particular relevo os insectos, os moluscos terrestres e as aves que contam, igualmente, com vários tipos de endemismos madeirenses e macaronésicos.

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 Predominam as árvores endémicas que pertencem às Lauráceas, tais como, o Barbusano, o Loureiro, o Til e o Vinhático.

A estas árvores estão associadas muitas outras, também endémicas e interessantes, mas de distintas famílias, nomeadamente, o Folhado, o Pau-branco e o Mocano. Nas margens dos ribeiros e dos regatos são mais comuns os Seixeiros e os Sabugueiros. Dos arbustos endémicos destacam-se, o Massaroco, a Figueira-do-inferno, o Isoplexis e a Múchia.

Nas clareiras e nos taludes dos cursos de água evidenciam-se outros endemismos, com destaque para as elegantes gramíneas, nomeadamente, a Barba-de-bode e a Palha-carga e as herbáceas de flores vistosas, tais como, as Pássaras, as Orquídeas-da-serra e as Douradinhas.

Mais discretas e simultaneamente mais raras são as Orquídeas-brancas. Os fetos existem em todos os recantos, com maior exuberância nos vales profundos e sombrios. Mais comum e bem evidente pelo tamanho e extensão das suas frondes é o Feto-do-botão ou do pontinho.

Os briófitos, quase sempre redutoramente abordados como musgos, cobrem grandes superfícies do solo, dos taludes, das rochas e dos troncos, apresentando uma enorme diversidade apenas reconhecida quando devidamente observados. Nesta floresta encontram-se mais de 80% dos endemismos da Região, alguns raríssimos.

Estas plantas desempenham importantes funções no ecossistema, nomeadamente no equilíbrio hídrico através da elevada eficiência na retenção da água dos nevoeiros e da chuva, no ciclo dos minerais e na produção de biomassa.

Os líquenes são, igualmente, abundantes e algumas espécies indicam a elevada qualidade ambiental e a inexistência de poluição. Para além de bioindicadores são excelentes testemunhos do bom estado de conservação do meio ambiente, embelezando a floresta com as suas formas esculturais e por vezes enigmáticas.

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A avifauna da Laurissilva, tal como as comunidades de aves de ilhas, apresenta um reduzido número de espécies e uma elevada taxa de endemismos. Nas zonas mais interiores da floresta e em melhor estado de conservação são observadas, regularmente, cerca de sete espécies de aves.

O destaque obrigatório é o emblemático Pombo-trocaz que a par do Bis-bis, são as únicas espécies endémicas neste ecossistema. O primeiro é considerado um dos exemplares mais antigos da avifauna Macaronésica.

Tem uma dieta selectiva e parcialmente dependente dos frutos de diversas espécies de árvores, com particular relevo para o Til, sendo considerado o semeador das árvores da Laurissilva. (Ver projeto do Pombo Trocaz)

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 O Bis-bis é uma ave de pequeno porte, a mais pequena da avifauna madeirense, alimenta-se de insetos, o que seguramente lhe confere uma importância elevada ao nível do equilíbrio dos ecossistemas.

O Tentilhão, subespécie endémica da ilha da Madeira apresenta um elevado nível de adaptação ao habitat insular. Este facto, aliado às diferenças morfológicas evidenciadas em relação às populações que ocorrem no Continente Europeu, pressupõe que a data da sua chegada à ilha remonta a tempos bastante longínquos.

Outras aves que ocorrem com alguma frequência são o Melro-preto, o Papinho, a Lavandeira e as duas rapinas, a Manta e o Francelho. Nas zonas mais altas da Laurissilva, onde as árvores de grande porte começam a dar lugar aos urzais, ocorre ainda a Galinhola, muito discreta e normalmente passa despercebida aos visitantes.

Nos limites inferiores da Laurissilva, na interface com as zonas agrícolas ou com a floresta exótica, surgem várias outras espécies de aves, sendo comum encontrar, além de muitas das que atrás foram referidas, a Toutinegra, o Canário e o Pintassilgo. O discreto Fura-bardos é a terceira ave rapina diurna do arquipélago e é nestas zonas que mais facilmente pode ser encontrado. Depois do Pôr-do-sol surge a Coruja-das-torres, outra subespécie endémica do arquipélago.

Alguns dos vertebrados endémicos presentes na Laurissilva são vulgares, outros raros e enigmáticos. Nos locais mais soalheiros e durante o dia, a comum Lagartixa surge de forma activa e ágil, à procura do calor do sol. É o único réptil nativo da ilha da Madeira que, embora predomine nas zonas costeiras, também habita a floresta.

À noite, os Morcegos com os seus gestos peculiares e sons estranhos desenvolvem a sua actividade, estando descritas cinco espécies, das quais apenas três confirmadas, uma endémica o Pipistrelo-da-madeira, uma subespécie endémica o Morcego-arborícola-da-madeira e o Morcego-orelhudo-cinzento.

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Os invertebrados são muito mais discretos mas igualmente mais numerosos e com taxas de endemismo mais elevadas. Na Laurissilva existem mais de 500 espécies endémicas de invertebrados, distribuídas pelos moluscos, aracnídeos e insectos.

Estes últimos, tanto pela sua abundância como diversidade, são o grupo mais representativo (cerca de 20% das quase 3000 espécies de insectos são endémicas).

Um olhar atento debaixo das pedras, das cascas das árvores e dos musgos, por entre as rochas, na terra sob as folhagens permite observar a labuta da fauna malacológica, conhecida vulgarmente por caracóis.

Na Laurissilva existem aproximadamente 46 espécies de caracóis, dos quais 29 são endemismos madeirenses. Nos locais mais húmidos, sobre as pedras dos ribeiros e dos regatos é comum a presença da peculiar lesma endémica.

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Recursos Hídricos

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 A ilha da Madeira é o local em que a Laurissilva se apresenta em maior extensão e melhor estado de conservação, sendo considerada Património Natural Mundial da UNESCO e Reserva Biogenética do Concelho da Europa, assim como, Sítio da Rede Natura 2000 estando maioritariamente incluída na área do Parque Natural e, como tal goza de proteção através do Decreto Regional n.º 14 /82 /M de 10 de Novembro.(Ver Decreto Regional)

Este tipo de floresta é extremamente importante para a manutenção do equilíbrio hídrico da ilha da Madeira, sendo responsável pela recarga dos aquíferos da ilha, através da sua enorme eficiência de condensação, principalmente os situados nas vertentes viradas a Norte. Designada de “floresta produtora de água” apresenta características hidrófilas e exerce um papel preponderante no equilíbrio hídrico da ilha, sendo uma das principais responsáveis pela captação da água dos nevoeiros e das precipitações verticais.

Apesar de toda a vegetação contribuir para a interceção da água das chuvas e dos nevoeiros, verifica-se que as epífitas suplementarmente possuem uma enorme capacidade para armazenamento de elevadas quantidades de água. Inclusive constata-se que as epífitas de menores dimensões, designadas de microepífitas são consideradas as mais eficientes intercetoras da água das chuvas e dos nevoeiros.

Este tipo de formações florestais permite, complementarmente, uma maior estabilidade do complexo solo-vegetação, favorecendo a retenção da água e a sua infiltração. Pelo facto de apresentarem um denso coberto vegetal e uma grande quantidade de manta morta verifica-se maior e mais regular infiltração da água da chuva, maior potencialização das precipitações ocultas e diminuição dos escoamentos superficiais, minimizando a erosão dos solos e incrementando a formação de lençóis freáticos.

A Ilha da Madeira tem uma orografia muito acidentada esculpida por inúmeros cursos de água, alguns dos quais de carácter torrencial, transportando enorme caudal durante um curto período de tempo e por tal, podendo arrastar grandes cargas sedimentares que, por vezes, originam destruições violentas e trágicas a jusante. Pelo facto de existir uma disponibilidade diferencial da água na vertente norte em comparação com a do sul, consequência da orientação geográfica da ilha e do seu coberto vegetal, o Homem cedo se apercebeu da necessidade de proceder ao transporte da mesma do norte para o sul, de modo a suprir as necessidades crescentes.

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 Constroem-se assim as Levadas em locais praticamente inacessíveis, na quase totalidade da ilha, sob a forma de canais ou aquedutos estreitos e muitos extensos, responsáveis pelo transporte da água das nascentes e ribeiras, ao longo das encostas escarpadas. Nos nossos dias, as Levadas são um ex-libris cultural da Ilha da Madeira e constituem suplementarmente um cartaz turístico, sendo já conhecidas a nível internacional.

Têm uma função importantíssima ao nível da gestão dos recursos hídricos e proporcionam concomitantemente o usufruto sustentável do Património Natural.

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Ameaças

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Atualmente, a maior ameaça ao equilíbrio e ao futuro da Laurissilva, vem das invasões de espécies exóticas, com destaque para as plantas. Estas foram introduzidas, consciente ou inconscientemente, na Ilha da Madeira e encontram-se na Natureza, propagando-se e desenvolvendo-se espontaneamente.

A presença de invasoras ao nível do limite inferior desta floresta natural, nas zonas de transição e em terrenos agrícolas abandonados, põe em perigo a sua regeneração e expansão, originando focos de degradação e de substituição da flora indígena, o que constitui uma grave ameaça para o equilíbrio e consequente perenidade deste habitat.

A bananilha, a tabaqueira, o incenseiro, o maracujá-banana, o falso-plátano, a árvore-do-céu  e diversas acácias são alguns exemplos.(Ver projeto de Controlo de Plantas Invasoras).

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Sensibilização e divulgação

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 O conhecimento do Património Natural contribui, indubitavelmente, para uma mais produtiva e eficaz preservação e conservação do mesmo.

Ao nos confrontarmos com a diversidade biológica que esta floresta alberga, todos nós temos a oportunidade de descobrir que o uso sustentável dos recursos naturais inerentes à mesma representa uma grande e agradável melhoria da qualidade de vida do Homem.

Estas ações têm como objetivo consciencializar o público em geral do valor do Património Natural e coresponsabilizá-lo na salvaguarda e conservação do mesmo. (Ver atividades de educação ambiental e publicações (folhetos e livros).

É igualmente importante transmitir e relembrar as boas práticas a ter em espaços como este, de modo a que a proteção deste ecossistema e o reforço e a compatibilidade das atividades socioeconómicas e culturais sejam salvaguardados. Este trabalho tem vindo a ser desenvolvido e ganho um maior protagonismo através do Projeto Life Eco Compatível 

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Uso tradicional das plantas

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Para recuperar, preservar e valorizar conhecimentos, tradições e crenças ancestrais associados às plantas da Laurissilva que fazem parte da memória Cultural e do património das comunidades locais tem vindo a ser efetuada uma recolha destes saberes, incentivando a diversificação e a valorização das atividades rurais. (Ver projeto de Levantamento das plantas e seus usos tradicionais).

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Site Actualizado em :Quarta 10 Fevereiro 2016, 15:47